domingo, 18 de outubro de 2009

[CURIOSIDADES] Animais das Trevas Oceânicas

Atendendo ao pedido do Genérico:

Ambientes Extremos: Fossas Abissais

Segundo Hickman (2004) os oceanos são o lar para cerca de 200.000 espécies, entre organismos unicelulares, plantas e animais. A maior profundidade conhecida para o oceano é cerca de 11 km na Fossa das Marianas e não é exagero dizer que se conhece mais sobre a superfície da Lua e de Marte do que sobre as profundezas oceânicas.

Não fui eu que postei esse video no youtube, créditos para misteralek26...

Fatores Limitantes
Em ecologia se usa o termo fator limitante para todas as variáveis que possam dificultar de alguma forma a ocupação de um ambiente pelos seres vivos, nesse caso são eles:
- A profundidade além da Zona Fótica (zona que vai até onde penetra a luz), ou seja, escuridão total;
- Baixa temperatura de 0° a 4°C em sua maior parte, sendo nas escassas regiões termais (locais de atividade vulcânica) de 7° a 23°C;
- Elevada pressão hidrostática (aumenta em uma atmosfera a cada 10 metros), o suiciente para estourar um cilindro de mergulho;
- Escassez de recursos alimentares.

Estratégias
- A ausência de luz acaba por inviabilizar os organismos fotossintetizantes de ocuparem ambientes como esse, então, logo não há nenhum representante do reino vegetal. A produção primária fica a cargo dos organismos quimioautotróficos, no caso são bactérias, que derivam sua energia da oxidação de grandes quantidades de sulfeto de hidrogênio das águas de fonte termal. Também a orientação pelo espaço tridimensional desses “seres das trevas” depende de padrões de bioluminescência (luz produzida por processos químicos em organismos biológicos), eletro e estato-receptores (captam sinais elétricos e pressão que é causada por deformações da coluna da água), sinais químicos (algo entre o “olfato” e “gustação”) e o próprio tato.
- As baixas temperaturas inviabilizam o funcionamento da maior parte das enzimas baixando o metabolismo, por isso que nós ficamos mais cansados quando passamos frio, boa parte da nossa energia é convertida em calor. As enzimas desses seres tem uma amplitude térmica maior para o funcionamento, podem funcionar mesmo em temperaturas baixas, mas mesmo assim, têm uma taxa metabólica baixa e crescimento lento, consequentemente uma vida longa.
- A elevada pressão hidrostática pode ser combatida com elevada pressão osmótica (para que as células não colapsem), estruturas anatômicas que ofereçam resistência à pressão ou apensas um corpo mais mole (ou de aspecto gelatinoso).
- Os recursos alimentares se restringem em alguns casos a apenas a chuva de detritos (partículas) oriundos da superfície, resultando em um metabolismo lento. Mas existem teias alimentares que surgem em sistemas únicos associados às fontes termais.

Quanto às espécies que lá habitam, são pouco conhecidas ainda, é muito difícil retirar organismos que estão acostumados com grande pressão e trazê-los à superfície, eles acabam por explodir (literalmente) ou se desfazer, pois a pressão aqui é bem menor. Acontecem algumas capturas acidentais pontuais em redes de pesca e de vez em quando após tempestades severas aparecem alguns desses animais mortos e em estado de decomposição nas praias, trazidos pelas ondas, muitos acabam por associá-los com seres míticos. Existem lá espécies de moluscos, equinodermos, pogonóforos e peixes bem diferentes por causa dos fatores citados acima, para saber mais sobre as espécies acesse os sites abaixo.


Para saber mais:

3 comentários:

  1. muito interessante
    ja tinha visto uma reportagem sobre como eles tiram algumas especies do submundo e algumas nao resistem a pressao
    mas eu acho q deve ter ainda bem mais especies la em baixo de grande porte

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  2. nossa, cada bicho diferente, e interessantes pra caramba xD
    Viajei no video heim, muito legal!

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